Escândalos envolvem a Prefeitura de Araputanga (a 345 km de Cuiabá) com diversas denúncias, investigações, suposto esquema de fraldes em licitações, para desvio de verbas públicas, envolvendo servidores e até o prefeito do município, Joel Marins de Carvalho (DEM).
No dia 20 de agosto, a Polícia Federal (PF) surpreendeu a gestão pública com cumprimento de mandado de busca e apreensão na Prefeitura, na casa e empresa de secretário afastado a pedido da Justiça e de outros envolvidos em um suposto esquema de fraudes em licitações, com emissão de notas frias para desvio de dinheiro público. A ação da Polícia Federal foi motivada através de denúncia da Promotoria de Araputanga.
Nova denuncia — “rachadinha”.
O prefeito, Joel Marins, passou a ser o principal alvo ao ser denunciado por suposta prática de vantagem indevida, por exigir parte do salário de secretários.
A denúncia foi apresentada pelo advogado e vereador Oswaldo Alvarez e também pelos vereadores Diego Soares e Gilmar Ferreira Soares. Imagens e áudios, entregues a Promotoria de Justiça de Araputanga e ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), revelam o suposto esquema do prefeito, exigindo parte do salário dos secretários.
As imagens e áudios mostram o secretário de Esporte, Lazer e Turismo, Édio Cesário do Santos, questionando, primeiramente, o secretário de Administração, Luís Carlos Henrique, hoje afastado do cargo a pedido da Justiça, sobre o salário que, segundo ele, devolve mensalmente para o prefeito. “No ano passado eu devolvi para o Joel, assim, no caso gastei, quatorze mil e pouco. Esse ano já deve estar beirando uns oito mil", afirmou, ressaltando que Luís Carlos Henrique não devolvia parte de seu salário, mas fazia acertos em compras.
Revoltado por ter que ressarcir parte de seu salário ao gestor, o secretário de Esporte, Édio Cesário, procurou diretamente Joel Marins em seu gabinete. "Eu quero saber, se você tem condições de deixar eu ganhar como secretário ou não?", questionou. Porém o prefeito respondeu negativamente, justificando que o combinado entre eles foi realizado no início da sua gestão e citou o envolvimento do secretário de Agricultura e da secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Valéria Ramos Neves Henrique.
Diante da situação de resistência do gestor em não voltar atrás em relação ao compromisso, mantendo a cobrança de parte do salário, Édio Cesário procurou o vereador Luiz Gonçalves Seixas Filho (Republicanos), que tinha conhecimento da devolução da parte de salários de secretários para o prefeito.
O vereador que é advogado orientou o secretário de que a suposta exigência de vantagem indevida poderia prejudicar o secretário e resultar na perda do mandato do prefeito. “Ele porque exige e você porque aceita. Não pode estourar. Da um problema maior do mundo. Da perda de mandato, da cassação”, alertou.
Procurado pela equipe de reportagem do Popular Online, o secretário de Esporte, Lazer e Turismo, Édio Cesário dos Santos, demonstrando nervosismo, negou a suposta prática de ressarcimento ao prefeito, concluindo não ter nada a declarar.
Assista a reportagem da TV Popular Web:

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